Aqui Jaz

Aqui jaz.

 

Aqui jaz

Um coração tristonho.

Que tentou como se faz,

Fazer da vida um sonho.

Foi ternura foi canção.

Ficou sem destino,

Quando me entregou seu coração.

Virou o mundo,

Para achar-me, seu amor perdido.

Achou um vagabundo,

E a ele também foi cedido.

Viajou entre céus e espaço.

Conheceu um novo amor.

Entre falsos abraços,

Descobriu a grande dor.

De ser uma aventura errante,

De vidas separar,

De ser apenas amante.

Não ter casa não ter lar.

Sentiu pela vida revolta,

Ficou desesperada.

Resolveu por cima dar a volta,

Triste por nunca ter sido amada.

E por muito tempo viveu,

Entre rezas e oração, 

Pedindo a Deus,

Que lhe concedesse o perdão.

Descobriu o verdadeiro caminho,

Ao lado do primeiro amor.

Que lhe deu carinho,

E muito calor...

Na mão uma aliança.

Na mente uma canção.

No ventre uma criança.

Muita paz no coração...

Embalava com carinho,

O fruto do verdadeiro amor.

Desenhava um caminho,

A percorrer sem dor...

A mim com amor,

Deu um grande abraço,

Segurando com calor,

Nosso filho nos braços.

Disse adeus a vida,

Como uma verdadeira mulher.

Foi a hora mais sofrida,

Deste que muito a quer.

Ela foi entre céu e espaço,

Viveu entre trevas e mar,

Caiu em meus braços,

Eu lhe ensinei a amar.

Se alguém tem que pedir perdão,

Pela vida errante que levou.

Nesta triste canção,

Pedir perdão eu vou:

--Deus perdoa-me, por eu ter sido o primeiro,

De muitos que vieram depois.

Aqui pago meu erro,

Com saudade do verdadeiro amor.

Aqui jaz,

A mulher que amei,

Que Deus de paz,

Ao corpo que virgem beijei. 

Rozaura

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